Tuesday, July 3, 2018



Em declarar-te Amor,
em lhe jurar destino;
em entoar teu nome em cada hino
em desejar o alvorecer
e em palidez da Lua
clamar ouvir tua voz,
a voz que tua...

Em rabiscar os livros
com teu nome
isto me encanta:
que alguma traça ou fada
venha e diga
e surja voz tamanha!
Que ela também te gosta,
a Mariana...


Já que a mansão das horas corre solta
e dá abrigo uma vez ou outra...

Já que o silêncio é a gente por demais
e o bem ou mal, contudo, que isso faz

Já que a verdade é coisa que não sabe
ser clara como a rosa branca, e suave...

Já que o esquecimento vem por dentro
e faz chover, curar, chorar e penso:

Diante ao firmamento suspendido
Diante aos teus olhares, e isto basta:

Já que a eternidade não nos dada
fulgura pelo céu e tanto encanta;
Teu nome neste canto sem matéria
há de fazer-te eterna, Mariana.