Monday, June 4, 2018
E sem me dar a chance de lhe responder, o que não poderia fazer, tanto sua presença assombrosa havia me colocado fora de mim, ele me pegou pelo meio do corpo, me atirou fora da sala; e se lançando ao ar, levou-me até o céu com tanta força e rapidez, que apercebi-me antes já estar tão no alto, que do caminho que me havia feito percorrer em poucos instantes. Ele desceu, entretanto, direto à terra; e fazendo-a entreabrir batendo os pés, se afunda, e deste modo eu me encontrava em um palácio encantado, diante à bela princesa da ilha do Ébano.
Mas, alas! Que espetáculo! Vi uma coisa que me pinçou o coração... Esta princesa estava nua e toda em sangue, estendida sobre a terra, mais morta que viva, e seus joelhos(?!) banhados de lágrimas. "Pérfida!" - disse-lhe o gênio me mostrando a ela, "não é este teu amante?" Ela lança seus olhos lânguidos sobre mim e responde tristemente:
"Não o conheço, jamais o vi que neste momento..."
"Quê?! Responde o gênio, ele é a causa de você estar no estado em que justamente se encontra, e ousa dizer que não o conhece!"
"Se não o conheço, disse-lhe a princesa, queres que eu diga uma mentira que seja causa de sua perda?"
"Eh, bem, disse o gênio, tirando um sabre e o mostrando à princesa, se você nunca o viu, pegue este sabre e corte-lhe a cabeça."
"Alas!" Disse a princesa, "como poderia executar o que você exige de mim? Minhas forças são tal qual evaídas que não saberia levantar o braço... E quando mesmo pudesse, teria eu a coragem de dar morte a uma pessoa que não conheço, a um inocente?!"
"Esta recusa", disse o gênio à princesa,"me faz conhecer todo teu crime." Em seguida, se virando em minha direção: "E você, disse-me ele, não a conhece também?"
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